"Quando
fui contatada pelo queridíssimo Omar, não
sabia muito bem o que esperar e, principalmente,
não fazia a menor idéia do que me
esperava. É um processo muito rápido:
contato, fotos, vídeo, passaporte, visto,
malas. Acontece tudo num atropelo que não
nos dá tempo para refletir.
Ao
chegar lá, tudo era diferente, dos hábitos
alimentares ao vestuário. Tudo muito curioso,
porém cheio de magia. Sendo muito bem recebida
nos locais de trabalho, respeitada como profissional,
comecei a me sentir mais tranqüila com relação
ao “novo mundo”. Mas uma das coisas
que mais me causou estranheza é o trabalho,
o estilo de dança. É bem diferente
do que estamos acostumadas aqui no Brasil e gostaria
de ter me preparado melhor para isso.
No
princípio foi muito difícil aceitar
que eu teria que mudar meu estilo, após
dez anos de dança profissional. Mas eu
estava num lugar totalmente estranho, e só
ia dar certo se aprendesse a maneira de dançar
lá. Daí pra frente as coisas ficaram
mais fáceis, me abri para as novidades
e as incorporei na dança, sem perder o
meu jeito de dançar, mas me tornando uma
bailarina mais completa. E isso é a coisa
que mais valeu a pena! A riqueza que adquiri para
mim mesma, não só no plano da dança,
mas também na vida pessoal. Aprendi demais
nesta experiência fora e me sinto muito
melhor como bailarina e ser humano. O contato
com essa cultura tão diferente me trouxe
não só um estilo de dança
novo, mas sobretudo, uma capacidade enorme de
convivência e respeito entre raças
e crenças diferentes.
Agradeço
a todas as pessoas que me apoiaram nessa incrível
jornada, tanto lá como aqui no Brasil.
Valeu
a pena demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais!!!!!!!"
Polímnia
Garro |