|

Excursão
Bellydance®
Uma
viagem inesquecível
Por Tahya Brasileye
bailarina brasileira de Dança do Ventre

A
saída do Brasil
Sem
dúvida alguma o Egito, o Líbano e
a Síria são países que fazem
parte dos sonhos de viagem de muitas pessoas.
A perspectiva de estar em uma terra histórica
e misteriosa, nada similar a nossa vida rotineira
ocidental, seduz a todos que se deixam envolver
pelos aromas, cores e luzes que o Oriente oferece.
Viajar para lá é assim: num raro momento,
todos encontram-se ansiosos pela imagem de um mundo
que só nos é conhecido através
dos filmes de Hollywood. Como será? O que
nos espera? E o deserto? E as pirâmides? São
perguntas que se iniciam no Aeroporto de São
Paulo, onde amigos e familiares estão a postos
para as despedidas.
O embarque é sempre tranqüilo, uma vez
que tudo já havia sido preparado anteriormente.
O que é incontrolável é a expectativa
em conhecer ou rever as inúmeras surpresas
que lá aguardavam o Grupo Bellydance®.
As aeromoças e comissários de bordo
pareciam participar desta experiência. 18
horas de vôo não representam nada frente
aos 22 dias de sonho. A chegada em Amsterdã
aqueceu as últimas horas que separariam bailarinas,
maridos, pais e curiosos do Egito.
A chegada ao Egito
Logo
na saída do aeroporto do Cairo, dois ônibus
luxo, com ar-condicionado e seus respectivos guias
falando em português, recepcionaram os brasileiros.
O motorista de um dos ônibus representou um
presente à parte: sempre alegre, procurava
divertir a todos com simpatia, música e danças
típicas inesperadas, sempre dentro do ônibus!
A cada dia o grupo era pego de surpresa por detalhes
que variavam entre roupas típicas, cantorias
e aulas de árabe!
Ninguém se deu conta que isto era apenas
o começo da chegada à terra prometida:
pulos nas cadeiras e inúmeras perguntas preencheram
todo o percurso até o hotel onde aconteceria
o Festival de Dança do Ventre comandado pela
"madame" Raqia Haissam, e também,
hospedagem dos nossos aventureiros.
Não é difícil acreditar que
o cansaço da viagem já havia sido
esquecido...
O Hotel Ramsés Hilton
O Ramsés Hilton é um dos hotéis
cinco estrelas mais tradicionais do Egito, muito
procurado por sua localização estratégica
no Cairo, excelente atendimento, infra-estrutura
completa para realização de eventos
de qualquer espécie e gastronomia para todos
os gostos.
A belíssima construção, com
cerca de 400 quartos, todos voltados para o Nilo,
proporciona a seus hóspedes um espetáculo
sem igual: o prazer de assistir, "sem sair
da cama", o nascimento e o pôr-do-sol
diante de um dos maiores patrimônios do mundo:
o Rio Nilo.
O Rio Nilo
As
varandas dos quartos do Grupo Bellydance® foram
presenteadas com o privilégio diário
de receber a brisa vinda daquele que serviu de transporte
e alimentação para faraós há
cerca de 5 mil anos: O Rio Nilo.
Dos
quartos era possível ver o seu brilho sendo
interrompido pelas "felucas", pequenas
embarcações decoradas com luz néon
utilizadas como transporte e passeio de turistas
e nativos, durante o dia e a noite. Outros barcos
de maior porte servem como Casas de Shows e restaurantes
oferecendo música ao vivo, danças
típicas e jantares, deixando o Grande Rio
ainda mais atraente.
Largo
e não tão profundo quanto na época
dos grandes reis, o Nilo é a base da sobrevivência
de todo o povo egípcio. Suas cheias e canais
de irrigação artificial produzem o
solo mais rico do planeta. É interessante
perceber que as frutas egípcias possuem um
sabor mais forte e concentrado de frutose do que
as nossas, até mesmo para as bananas.
Apesar
do aspecto econômico, o clima de magia tomou
conta de um dos maiores espetáculos da Terra.
Em Luxor, o grupo teve a oportunidade de passear
em uma feluca de núbios, sobre suas águas
frias, contrastando com o calor de 42 graus.
Sem
pensar muito, todos os brasileiros tiraram os sapatos,
e com grande emoção, brincaram com
suas pequenas ondas formadas pela travessia do barco,
enquanto o Grande Rio continuava tranqüilo
o seu curso.
A
simplicidade e imponência do local tomaram
conta daquele momento.
Sem dúvida alguma este foi um dos momentos
da viagem que ninguém nunca mais conseguirá
esquecer.
A
cidade e seus moradores

O
clima do Egito inspira poesia, magia e exotismo,
apesar de encontrarmos na capital, Cairo, uma cidade
populosa com trânsito caótico.
A religiosidade está em toda parte, desde
as chamadas para as preces oriundas das mesquitas
(cerca de 50 mil), como também do tratamento
dos egípcios aos turistas de qualquer parte
do mundo.
A Capital, Cairo, é a cidade mais moderna
e povoada do Egito. As residências e as construções
comerciais apresentam tons de bege e marrom claro,
muitas vezes conseqüentes de uma tempestade
de areia vinda do deserto.
Impacientes, os egípcios mudam-se para suas
novas moradias somente com a parte interna acabada,
assim, temos a constante sensação
de estarmos passeando em uma cidade de pós-guerra.
É difícil imaginar, mas é possível
andar por todo o Egito sem medo de assaltos ou seqüestros
relâmpagos! Você pode abrir sua carteira,
onde estiver, sem medo que alguém venha te
surpreender e levá-la embora! Toda a cidade
é completamente policiada e segura, com homens
uniformizados e armados.
O povo egípcio é bastante caloroso
e consciente da necessidade de um bom tratamento
aos turistas que despencam aos montes todos os dias.
Sua subsistência depende desta economia, sempre
exploratória.
Uma parcela considerável da população
veste-se conforme sua tradição, de
túnicas e galabias para os homens, lenços
coloridos e enfeitados para as mulheres, porém,
o padrão europeu está em toda parte,
progresso gerado pela globalização
dos mercados.
Nossos aventureiros foram acompanhados pela polícia
especial para turistas durante toda a excursão,
permitindo divertimento e tranqüilidade, inclusive
dentro dos ônibus de passeio e aviões
para Sharm el Sheik ou Luxor e Karnak.
E o país do futebol...
Os brasileiros receberam uma atenção
especial: era final da Copa do Mundo, e o Brasil,
favorito. Quando falamos do Ocidente, não
é difícil imaginar um país
que goste tanto de futebol como o Brasil, mas no
Oriente... O Egito é tão agitado quanto
aqui!
Para qualquer lugar que o grupo passasse, com algo
que o identificasse, era comum escutar alguns nomes
da seleção de futebol: "Romário,
Rivaldo, Roberto Carlos" e até mesmo
alguns pseudônimos, "Bibito", por
exemplo. De alguma forma, os egípcios procuravam
chamar a atenção dos nossos turistas
demonstrando que conheciam algo do Brasil. Naquele
período de Copa do Mundo, eles também
eram brasileiros.
Camisetas, chapéus, broches e pulseiras passaram
a ser objetos de desejo e competição
entre os egípcios que, muitas vezes, foram
utilizados para troca de mercadorias no mercado
do Khan el Khalili, que sem dúvida alguma,
é um espetáculo à parte.
O mercado de Khan el Khalili
O
Khan el Khalili é formado por dezenas de
ruas e ruelas com diversas lojas e camelôs
disputando espaço e compradores. Podemos
encontrar os mais variados objetos e souvenirs:
arguiles, roupas típicas ou para dança,
estátuas de deuses do antigo Egito, culinária
típica, especiarias, jóias em ouro
e prata, strass, e tudo aquilo que a sua curiosidade
permita procurar, além de pessoas de diversas
partes do mundo que vêem em busca das novidades
do Oriente.
A moeda egípcia é a libra egípcia.
Seus "centavos" são "pounds".
A confusão está armada em pouco tempo,
uma vez que para "barganhar" é
necessário conhecer seu dinheiro.
As compras no Egito
A compulsão por compras pode nos tomar conta
se não nos controlarmos à primeira
vista. O ideal é passear por todo o mercado
do Khan el Khalili logo na primeira visita, com
dinheiro somente para um refresco e táxi
para a volta, sem cartões de crédito
ou travell cheques. Esta "técnica"
serve para matar a curiosidade e ajudar no discernimento
de escolher o que realmente interessa comprar.
No caminho das pirâmides podemos encontrar
grandes lojas fornecedoras de essências de
diversos perfumes. Cores e aromas misturam-se ao
artesanato dos vidros porta-perfumes, todos feitos
manualmente, sempre exclusivos.
O vendedor oferece as diferentes essências
que prometem prosperidade, amores, felicidade...
Nomes peculiares como "Nefertiti", "Sândalo",
"Tutâncamon" e "Lótus"
deslumbram qualquer turista que deseja ser atraído
pelo encantamento do local.
Os vendedores garantem que o "Segredo do Deserto"
funciona como Viagra para quem estiver usando e
para quem se aproximar! É a essência
do amor egípcio!
A barganha durante as compras
A barganha é necessária e esperada,
uma vez que é tradição negociar
para encontrar o melhor preço. É interessante
ressaltar que muitas vezes, vários produtos
são comprados por até 30% do preço
inicial.
Se durante o dia as compras tomam conta do Khan
el Khalili, a noite é tomada por um envolvente
clima de mistério. Aí encontramos
a verdadeira magia do Oriente esperada antes do
embarque do Brasil: os inúmeros aromas dos
arguiles, se espalham por todos os cantos do mercado,
proporcionando um ambiente único. Algumas
lojas iniciam seu trabalho a partir das 03:00, assim,
é comum vermos o trânsito de pessoas
e a arrumação de mercadorias já
na madrugada.
Mas como não poderia deixar de ser, o povo
egípcio é muito alegre e festivo.
Não é difícil nos depararmos
com pessoas fumando a "shisha", que é
tradicional durante os encontros sociais, tomando
chás aromáticos, tocando instrumentos
típicos e dançando sob a luz da lua.
E para completar todo o encantamento, a mesquita
mais próxima, pronuncia as primeiras orações
do dia, que para o nosso consciente não são
compreendidas, mas com certeza, pelo espírito
são ouvidas e sentidas.
É
um momento único e raro, onde todos deveriam
se permitir a experimentar pelo menos uma vez na
vida.
Os Dervishes
E foi exatamente em uma mesquita, a de Al Kalaa,
com seus pátios ao ar livre, tombada como
patrimônio histórico pelo governo egípcio
que os brasileiros tiveram o seu primeiro contato
com artes na Grande Pátria: o show dos Dervishes.
O grupo de cerca de 20 homens entre bailarinos e
músicos se revezavam durante as músicas
folclóricas. As danças executadas
são chamadas de "Sufi", tradicionais
e sagradas dentro da religião muçulmana.
O "Sufi" é dançado com roupas
específicas: camisas, coletes e grandes saias
com desenhos geométricos sobre calças
largas ajustadas perto das botas. O turbante não
é esquecido, muitas vezes valorizado através
da combinação de cores e tecidos coloridos.
Os artistas tocam músicas com forte sabor
na percussão, sempre marcadas na pulsação
do ritmo. O som constante e envolvente aumenta a
adrenalina dos expectadores a cada giro de seus
bailarinos, que chegam a rodar sem parar, até
2 horas, segundo a solicitação do
evento.
Eis a característica principal deste show,
o giro: contínuo e preciso, com inúmeros
movimentos de braços simulando rezas, carinho
ao ninar suas crianças e até mesmo,
malabarismos com pandeiros e com as saias que vão
sendo tiradas uma a uma. Com certeza, um espetáculo
inesquecível, ainda mais quando os músicos
demonstram encantamento com a platéia: chineses,
ingleses, brasileiros, franceses e outros que nos
é desconhecida sua nacionalidade reagem da
mesma forma: deslumbramento e agradecimento por
este momento ímpar oferecido num local tão
sagrado.
As Mesquitas
90%
da população egípcia é
muçulmana. Os 10% restantes estão
divididos entre católicos e outras religiões
cristãs. Podemos encontrar no Egito cerca
de 5.000 mesquitas. Só no Cairo é
possível encontrar quase 1.000.
Todas possuem torres em estilo gótico, paredes
externas em tons de bege, com cerca de 100 a 150
metros de altura. A decoração interna
possui uma delicadeza sem igual nas formas e posições,
sempre inspiradas no estilo árabe, com tapetes
vermelhos espalhados por todo o chão e obras
de arte nas paredes e escadas e prata e ouro.
Cinco vezes por dia, escuta-se pelos alto-falantes
a chamada para as orações. A grande
maioria do povo pára tudo que estiver para
participar da reza. É comum vermos lojas
fechando, taxistas parando seus carros, vendedores
interromperem suas vendas no momento em que as mesquitas
oferecem o seu chamado. É a maior demonstração
de devoção e obediência que
se pode acompanhar de um povo.
O Museu do Cairo
O
Egito oferece dois mundos aos seus visitantes: o
presente, como um dos maiores e mais importantes
paises árabes da atualidade, fornecedor número
1 de tâmaras no mundo, produtor do melhor
algodão em tecidos, com criminalidade reduzida
a zero, e, o fantástico passado dos faraós,
cheio de templos, tesouros, segredos e mistérios
ainda não revelados para todos os gostos.
Um pouco do passado pode começar a ser visto
no Museu do Cairo: 160.000 peças espalhadas
por todo a o prédio, com objetos nunca imaginados
integrantes do acervo, como por exemplo, papiros
diversos, crocodilos e cachorros mumificados e completamente
intactos, e até mesmo uma "camisinha"
de Tutâncamon, feita de vísceras de
carneiro.
O Egito possui cerca de 1/6 de todos os monumentos
existentes no mundo.
O primeiro andar surpreende pelas inúmeras
múmias e objetos de cerca de 3.500 anos encontradas
em sarcófagos de madeira ou somente enroladas
em linho. Segundo as informações locais,
os egípcios tinham o costume do sepultamento
no deserto para evitar a decomposição
dos corpos e possíveis doenças através
de bactérias.
É interessante observar a evolução
da história egípcia: durante o período
de influência grega principalmente em Alexandria,
os corpos de nobres e seus funcionários de
confiança eram mumificados segundo a tradição,
mas ao invés de possuírem uma máscara
mortuária esculpida para o reconhecimento
do espírito quando voltasse à vida,
estava no lugar um retrato pintado à mão
num tipo de papiro mais grosso. Nestas ilustrações
podemos perceber claramente quais eram as feições
dos antigos greco-egípcios e suas maquilagens,
indumentárias e jóias.
Pequenas estátuas de deuses, brinquedos,
pratos e talheres podem ser observados sob redomas
de vidro aos olhos de policiais bem armados, gerando
um cenário real de como era a vida deste
povo tão evoluído.
Mas é no segundo andar, com sala climatizada,
que se encontra a mais bem cuidada atração
do museu: O tesouro de Tutâncamon, algo de
beleza inexplicável e com mais de 3.500 anos.
O tesouro de Tutâncamon
Tutâncamon ou Tutâncatom não
é admirado pelas suas conquistas enquanto
vivo, mas pela imensa riqueza encontrada em seu
sarcófago no Vale dos Reis em Luxor.
Sua múmia permanece no local de sepultamento
desde que foi descoberta.
Sendo um dos únicos tesouros encontrados
intactos em se túmulo no século XX,
o rei Tut forneceu com exatidão detalhes
sobre objetos em ouro, lápis lazuli, turquesa,
alabastro e prata: potes mortuários, brincos,
colares, anéis, roupas e sapatos só
danificados pelo tempo, tudo guardado sob forte
esquema de segurança num ambiente climatizado.
A máscara mortuária é um espetáculo
à parte: 25 quilos de ouro maciço
cravejado por pedras preciosas. É inexplicável
a sensação de vê-la, tão
soberana e perfeita, mostrando com exatidão
o rosto do faraó-menino.
Memphis:
a caminho das pirâmides
Estar
no Cairo sugere que você não perca
tempo algum. Um dos passeios mais esperados era
a visita às pirâmides e à esfinge
de Gizah, pois afinal de contas, entre todo os objetos
e monumentos que remetem a vida do antigo Egito,
estas são as construções mais
conhecidas e importantes de todo o mundo.
Entretanto, o Grupo Bellydance® não esperava
uma surpresa no caminho: de um lado, uma floresta
fechada de área verde, e do outro, o deserto
do Sahara. A estrada divide exatamente em duas partes
dois universos completamente diferentes. Será
que esta paisagem não é presente dos
antigos deuses egípcios para a humanidade?
A cidade de Memphis, primeira capital do antigo
Egito, foi a primeira parada antes do grande encontro.
Neste momento, o grupo pôde ter a confirmação
da grandiosidade e ousadia das obras egípcias:
a estátua de Ramsés II em Alabastro
e, Zoser, a primeira pirâmide construída
no mundo em formato de degraus na região
de Sakkara.
Ramsés II permanece em descanso com seus
vários metros de altura. A riqueza de detalhes,
como por exemplo, as linhas das impressões
digitais dos dedos e o formato das unhas e mamilos
retratam fielmente o desejo de construção
de algo eterno.
Zoser, cuja construção foi feita em
camadas possui cerca de 4.000 anos de existência.
O calor é esquecido diante dos blocos sobre
blocos, precisamente cortados e encaixados. Para
completar o cenário mágico, camelos
e cavalos à disposição para
passeios, ajudam a imaginação a alçar
asas e voar espontaneamente.
A chegada às pirâmides

Todos
encontravam-se ansiosos pelo encontro, apesar das
pirâmides já terem sido vistas de avião
durante alguns passeios ou de qualquer ponto da
cidade que se olhe para o horizonte. Mas nada se
compara em estar diante de uma das maiores heranças
do mundo antigo.
Segundo os historiadores, as pirâmides foram
se desenvolvendo quanto à suas formas decorrente
da experiência oriunda de construções
anteriores, chegando até aos modelos de Queops,
Kefrin e Mikerinaos, as mais conhecidas em todo
o Egito.
No total foram encontradas mais de 300 pirâmides
em todo o Egito. Atualmente 97 delas existem em
perfeito estado.
As pirâmides
Como
não poderia ser diferente, um forte esquema
de segurança protege as construções
de blocos. Observando do melhor ponto fotográfico
a cerca de 1 quilômetro de distância,
temos a nítida impressão que podemos
pegá-las com as mãos. Quando chegamos
mais perto, percebemos que cada bloco possui altura
de uma pessoa mediana.
Soberania, poder e serenidade são apenas
algumas das sensações que podemos
sentir quando estamos diante das pirâmides.
A emoção é forte, trazendo-nos
a nítida certeza que estamos diante da uma
parte da história da humanidade, tão
rica, profunda e na realidade, desconhecida.
Medo e desistência foram algumas palavras
proferidas pelos "corajosos turistas"
que entraram em Kefrin e Queops. Os pequenos diâmetros
dos túneis de acesso à câmara
mortuária não permitem que seus visitantes
recuem no meio do caminho. Para o espanto de todos
pode-se encontrar ar fresco no interior da pirâmide.
Como todo muçulmano deve ir a Meca pelo menos
1 vez na vida, todos que acreditam no ser humano
deveriam ir as pirâmides do Egito pelo menos
1 vez, que com certeza, é pouco diante de
tantas coisas para se ver.
O show das pirâmides
Se durante o dia temos como companheiro o sol forte
e intenso calor, a noite é embalada por uma
brisa fria que permite viajarmos nas passagens históricas
relatadas nos hieróglifos.
E é exatamente neste cenário que podemos
assistir a um belíssimo show que retrata
alguns cenários da civilização
egípcia.
Os faraós mais importantes como Akenaton,
Quéops e Ramsés são encenados
por grandes spots de luzes coloridas, enquanto seus
cartuchos (nomes na antiga escrita) são escritos
a laser sobre as pirâmides e a esfinge. Para
um total entendimento, os textos são proferidos
em espanhol, francês, alemão e inglês.
Sem dúvida alguma, é um show imperdível.
Basta agendar-se e entregar-se a esta viagem pelo
passado.
Lucy: encanto e magia
O Egito não é fantástico somente
pela história registrada em seus monumentos.
O lado árabe da atualidade encanta tanto
quanto a idéia de estar passeando no Nilo
com as "felucas".
Um das grandes surpresas no Cairo foi Lucy, que
além de excelente bailarina é cantora
e atriz. Existe uma certa discriminação
por parte da população egípcia
em relação a artista por ser proprietária
de um "Cabaret", onde todas as noites
apresentam-se shows com cantores e orquestra além
de jantar dançante.
"A Parisiana" situa-se no Cairo próximo
ao centro. Em horário previamente marcado,
o ônibus parou em frente e de lá desceram
os turistas brasileiros, na maioria bailarinas e
aspirantes, acompanhadas de Omar Naboulsi, um policial
e o motorista do ônibus.
A recepção foi uma alegria só:
dança no palco, alegria e muita festa, que
foi finalizada com Lucy, que todos aguardavam ansiosos.
O show foi simplesmente maravilhoso. A precisão
e a personalidades da dança foi intercalado
por músicas cantadas pela bailarina, com
inúmeras tentativas de acompanhamento das
brasileiras. Não fosse pela pronúncia,
poderíamos dizer que nossas meninas são
egípcias também!
A noite foi encerrada com o carinho e simpatia da
musa: o convite para subir ao palco e acompanhá-la
em coreografias improvisadas e ensinadas na mesma
hora, coroou com chave de ouro o que todos vieram
buscar: um show de excelente qualidade de uma bailarina
criativa e habilidosa para passos elaborados, desde
a dança com músicas modernas quanto
às folclóricas - um show simplesmente
imperdível, que deve ser assistido por todos
que passarem pelo Cairo.

|